Se pretendo ir a outro país terei de passar uma fronteira política; se quero estar na Primavera terei de esperar pela fronteira que separa o Inverno da Primavera; se preferir água líquida em vez de sólida tenho de superar a barreira dos 4ºC e se pretender um chá tenho de passar a fronteira dos 100ºC. Enfim, há fronteiras em todo o lado e de vários tipos. Delimitam características, funções, culturas e relações.
Podemos unir diferentes relações, culturas e caracteristicas se passarmos as fronteiras. Sara Cardina é uma artista que quebrou fronteiras e uniu materiais diversos. Assim, a suavidade da pele junta-se à beleza do vidro. As flores esculpidas fazem pensar e sentir a Primavera
Estamos habituados a separar tudo por barreiras mas esquecemo-nos de como é agradável sentir o toque peças tão diferentes separadas por poucos sentímetros.
O corpo humano passa a ser o lugar de encontro se materiais assim como um jardim pode unir pessoas de todo o mundo. O pulso, o pescoço e os dedos são o lugar de flores, redes, esferas e elemento retorcidos por movimentos naturais e artísticos. As cores são as cores da Terra, da Primavera e do Verão pois a criatividade de SC tem origens coloridas e vem da “terra vermelha”.
Texto por Dário Cardina Codinha:
